sábado, 21 de março de 2009







Dispensando arquitetos...Colegas arquitetos, convido-os a meditar sobre o significado destas imagens.
O cidadão que quizer gastar o seu dinheiro brincando de arquiteto tem todo o direito de desperdiçá-lo em obras que são verdadeiras reformas contínuas e intermináveis.
Agora, será que o cidadão teria o direito de criar esses mostrengos na paisagem urbana, contribuindo para enfeiar a cidade? Será que todos os prédios deveriam ser obrigados a estarem pelo menos com a fachada acabada, bem cuidada - mesmo que de gosto duvidoso?
Alguma dessas fotos mostra, como no caso da entrada da casa que ficou abaixo do nivel da rua, que pode ter sido uma pavimentação posterior que elevou o grade original de terra para um alteamento para o pavimento. Acontece muito, e em ruas sem pavimentação recomenda-se, por precaução, pois nem sempre o poder publico tem condições de antecipar informações de futuras pavimentações, colocar a soleira de entrada a pelo menos proximo de 1m acima do nivel do solo da rua, no seu ponto mais alto.
Outras fotos, como a dos mictórios junto ao canto, que só pode ser utilizado um deles de cada vez, é um absurdo evidente. Mas recentemente, visitando o Cinemark Eldorado, considerado o melhor da rede, encontro um banheiro onde os mictorios estão lado a lado, sem a divisão, que até promove um rala-rala de ombros, o que é evitado pelos usuários ( não gays) ficando quase sempre um mictorio sendo utilizado e um sem ninguem. Olhando esse absurdo, interpreto como uma esperteza em fazer cumprir a lei de numero de mics em relação à lotação, e que passou "despercebido"pela fiscalização que deu o "habite-se". A realidade é que os vasos sanitários ficam ocupados como mics. Além disso, o melhor cinema de Sampa, segundo a revista Veja, se não me engano ( o reporter deve ser gay ou simpatizante) tem a altura dos mics muito altos, discriminando as crianças e pessoas de estatura menor.
Aproveito para sugerir uma TOLERANCIA ZERO em relação às leis urbanas, demolindo, a qualquer tempo, todas as irregularidades, em especial as construções em locais de risco e de preservação, independentemente de serem ou não de pessoas necessitadas - necessitam de lei, necessitam de saber que sem leis urbanas rigorosas as cidades ficam insuportáveis.
Vamos refletir um pouco mais sobre essas imagens. Sei que muitos colegas preferem ver fotos de obras bonitas e premiadas, mas sem divulgar a arquitetura, o urbanismo ( temas de 80% dos roteiros turisticos de qualquer lugar do mundo) a nossa profissão fica a mercê de mecenatos cada vez mais raros.
Tenham todos um bom fim de semana.

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