sábado, 28 de março de 2009

Minha Casa, Minha Vida ( e meu voto)

Pelo que fiquei sabendo sobre esse programa, o dinheiro só será liberado à Prefeitura se o terreno pertencer ao Municipio. Face à dificuldade de muitos municipios em atender essa premissa, especialmente quando ainda estarão em vias de desapropriar areas para as habitações, pois o custo do terreno não entra nas prestações dos mutuários ( senão inviabiliza a compra das unidades), hoje BASTA A DECLARAÇÃO DO PREFEITO de que a propriedade é Municipal.
Isso me parece preocupante, especialmente se considerarmos o ínfimo número de Prefeitos que foram processados por irregulares administrativas neste Brasil - e no Nordeste e Norte do País há um monte de processos sem definições, caducando, etc.
Portanto, senhores proprietarios de terrenos, cuidado com Prefeitos mal intencionados que irão simplesmente ocupá-los com verba federal, colocar um monte de "invasores" legais e financiados pela Caixa, e que terá de brigar na justiça contra os pobres ( que sempre vencem e tem final feliz neste País de compra-votos) e com os advogados da Caixa.
Se alguém tiver informações que me desmintam, por favor me avisem.



"O governo lançou nesta quarta-feira o programa "Minha Casa, Minha Vida", que tem como meta a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de zero a dez salários mínimos. Segundo o governo, a iniciativa vai consumir recursos de R$ 34 bilhões, entre aportes da União, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)".

"O Plano Nacional de Habitação, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará nesta quarta-feira, pretende reduzir em 14% o déficit habitacional do País. Atualmente, o patamar de déficit chega a 7,2 milhões de moradias, e a idéia do governo é construir um milhão de casas para baixar este valor. O programa "Minha Casa, Minha Vida" entrará em operação a partir do dia 13 de abril".

"Com recursos da ordem de R$ 34 bilhões, o plano prevê subsídios integrais, com isenção do seguro, para famílias com renda de até três salários mínimos, e subsídios parciais para a faixa salarial de três a seis salários mínimos".

"A iniciativa também prevê estímulo para famílias com renda de seis a dez salários mínimos adquirirem a casa própria por meio de redução dos custos do seguro de vida, atualmente embutido no custo do financiamento, e acesso a um Fundo Garantidor, que irá assegurar a construção e entrega da casa mesmo se o mutuário perder o emprego e não puder pagar, por um período, as prestações".

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